
SIMPLESMENTE MARIA entre muitas marias que existem
Carregava consigo, a simplicidade e a beleza do nome, deixando marcas na areia, no asfaltos e em todo o chão por onde passava, com seu jeito único de ser simplesmente Maria, menina e mulher, gente como a gente que se fez presente nesse mundão de muitas histórias.
Maria nasceu num povoado por nome paulista que fica no interior da Bahia, município de Saúde.
Naquele pequeno lugar, ela viveu até a sua adolescência. Uma família imensa, tinha muitos irmãos. Sua mãe, em um de seus partos, veio a falecer. Cresceu sem a companhia materna. Seu pai casou-se com Ágda, que também havia ficado viúva de seu primeiro marido. Uma família que já era imensa, tornou-se bem maior. Tudo parecia perfeito, tocavam a vida sem problemas. Umas das irmãs, sofreu um mal súbito e morreu misteriosamente em pouco tempo. Foi um baque enorme para aquela família e mal estavam tentando se conformarem com aquela situação, acontece um acidente com um dos irmãos que trabalhava na linha do trem. Suas pernas foram decepadas e não resistiu aos ferimentos e veio a falecer. Mais uma tragédia marcava a vida daquela família. Unidos tentaram amenizar o sofrimento e prosseguirem firmes com fé e esperanças em dias melhores.
Maria se apaixonou em silêncio pelo Miguel, um dos filhos da Ágda, esposa de seu pai. Esse filho, não veio morar com a mãe em sua nova casa. Ele também sentia algo pela Maria e achou por bem manter-se afastado. Na época, Miguel era quase um menino, mas resolveu ganhar a vida nos garimpos. Com trabalho duro, conseguiu muito dinheiro, ajudou a sua mãe e passou a curtir sua juventude de uma maneira saudável. Divertiu-se o quanto pode, até chegar o momento de pensar em constituir família. Miguel conhecia todo o tipo de mulheres, mas sabia que de todas, a Maria seria a companheira ideal para ser a mãe dos seus filhos. Oficializou o pedido de casamento e tempos depois, se casaram e vieram morar em Jequitibá.
Pouco tempo depois, o seu pai veio a falecer, para a tristeza de todos. Ágda, mais uma vez viúva, veio morar com eles em Jequitibá. Nora e sogra sempre se deram bem e não houve problemas para a convivência do casal. Infelizmente a Agda só presenciou o nascimento do primeiro filho do casal, o Francisco, faleceu também.
Maria sempre foi do tipo de pessoa incapaz de demonstrar-se abalada por pior que fosse a situação, sempre mantinha-se calma, muitas vezes foi julgada insensível e até mesmo boba e sem atitude. Talvez fosse uma forma que ela encontrou para enfrentar as inúmeras situações que surgiram no decorrer da sua vida.
Uma santa mulher que só viveu para fazer o bem. Para ela, não havia dificuldade pra nada, qualquer hora do dia ou da noite tinha a mesma disposição.
Um exemplo de mulher e de ser humano. Sempre calada escutava a todos com atenção, dificilmente dava a sua opinião, concordava apenas na maioria das vezes.
Conservou o semblante suave e meigo e a beleza natural de uma mulher e mãe.
Quem conheceu essa pessoa linda, sabe que tudo que escrevi é a mais pura verdade. Com sua enorme humildade, com tamanha grandeza e bondade no coração, deixou marcas profundas e lições de vida pra todos nós.
Mãe, tu cumpriste sua missão aqui na terra, resta-nos cumprir a nossa, na esperença de encontrá-la um dia na eternidade.
Carregava consigo, a simplicidade e a beleza do nome, deixando marcas na areia, no asfaltos e em todo o chão por onde passava, com seu jeito único de ser simplesmente Maria, menina e mulher, gente como a gente que se fez presente nesse mundão de muitas histórias.
Maria nasceu num povoado por nome paulista que fica no interior da Bahia, município de Saúde.
Naquele pequeno lugar, ela viveu até a sua adolescência. Uma família imensa, tinha muitos irmãos. Sua mãe, em um de seus partos, veio a falecer. Cresceu sem a companhia materna. Seu pai casou-se com Ágda, que também havia ficado viúva de seu primeiro marido. Uma família que já era imensa, tornou-se bem maior. Tudo parecia perfeito, tocavam a vida sem problemas. Umas das irmãs, sofreu um mal súbito e morreu misteriosamente em pouco tempo. Foi um baque enorme para aquela família e mal estavam tentando se conformarem com aquela situação, acontece um acidente com um dos irmãos que trabalhava na linha do trem. Suas pernas foram decepadas e não resistiu aos ferimentos e veio a falecer. Mais uma tragédia marcava a vida daquela família. Unidos tentaram amenizar o sofrimento e prosseguirem firmes com fé e esperanças em dias melhores.
Maria se apaixonou em silêncio pelo Miguel, um dos filhos da Ágda, esposa de seu pai. Esse filho, não veio morar com a mãe em sua nova casa. Ele também sentia algo pela Maria e achou por bem manter-se afastado. Na época, Miguel era quase um menino, mas resolveu ganhar a vida nos garimpos. Com trabalho duro, conseguiu muito dinheiro, ajudou a sua mãe e passou a curtir sua juventude de uma maneira saudável. Divertiu-se o quanto pode, até chegar o momento de pensar em constituir família. Miguel conhecia todo o tipo de mulheres, mas sabia que de todas, a Maria seria a companheira ideal para ser a mãe dos seus filhos. Oficializou o pedido de casamento e tempos depois, se casaram e vieram morar em Jequitibá.
Pouco tempo depois, o seu pai veio a falecer, para a tristeza de todos. Ágda, mais uma vez viúva, veio morar com eles em Jequitibá. Nora e sogra sempre se deram bem e não houve problemas para a convivência do casal. Infelizmente a Agda só presenciou o nascimento do primeiro filho do casal, o Francisco, faleceu também.
Maria sempre foi do tipo de pessoa incapaz de demonstrar-se abalada por pior que fosse a situação, sempre mantinha-se calma, muitas vezes foi julgada insensível e até mesmo boba e sem atitude. Talvez fosse uma forma que ela encontrou para enfrentar as inúmeras situações que surgiram no decorrer da sua vida.
Uma santa mulher que só viveu para fazer o bem. Para ela, não havia dificuldade pra nada, qualquer hora do dia ou da noite tinha a mesma disposição.
Um exemplo de mulher e de ser humano. Sempre calada escutava a todos com atenção, dificilmente dava a sua opinião, concordava apenas na maioria das vezes.
Conservou o semblante suave e meigo e a beleza natural de uma mulher e mãe.
Quem conheceu essa pessoa linda, sabe que tudo que escrevi é a mais pura verdade. Com sua enorme humildade, com tamanha grandeza e bondade no coração, deixou marcas profundas e lições de vida pra todos nós.
Mãe, tu cumpriste sua missão aqui na terra, resta-nos cumprir a nossa, na esperença de encontrá-la um dia na eternidade.