sexta-feira, 24 de julho de 2015

UM POETA QUE CANTA E ENCANTA


Nelson poeta, veio de uma família humilde, mas cheia de brio, não importa o que não tinham, mas com certeza, tinha de sobra, muita honestidade, vontade de vencer na vida e o privilégio de sonhar, sonhar, com a poesia e com a música, um dom de Deus, algo que gritava cada vez mais alto, como se houvesse a necessidade de despertar o mundo, para as belezas que há, em cada coração amargurado, pela sede e fome de justiça.
Esse homem simples, porém, brilhante e apaixonante, desde muito cedo se denominou poeta, mas era mais conhecido por barbinha. Seu palco era a vida, atuou como radialista, mas sempre encontrou um lugarzinho agradável para declamar suas belas poesias.
Nelson, aparentemente calmo, mas havia nele uma agitação interior, não se contentava com o pouco que a vida havia reservado para si, buscava algo que nem ele mesmo sabia o que era. Uma sensação de estar preso num vazio. Ele precisava de uma liberdade interior, para isso se debruçava nos livros em busca de conhecimentos, a arte e a ciência o fascinava de tal forma, como se fosse matar sua sede e sentir-se bem e em paz consigo, com o mundo e principalmente com Deus.
Seus pais partiram para eternidade, seu irmão querido também, grandes perdas, sofreu como qualquer mortal, mas prosseguiu firma na esperança de encontra-los um dia.
Eu admiro esse homem chamado Nelson de Oliveira, que deu sua cara a tapa, se mostrou frágil e ao mesmo tempo, um gigante que não se envergonha de ser verdadeiro, se entregar ao amor, verdadeiramente de uma forma grandiosa e bonita, sem máscara, preocupado apenas em viver e fazer o bem, irradiar por onde passa, o bem em versos prosas, que canta e encanta a todos, com seu sorriso franco e amigo.
Quero declarar publicamente o meu amor a esse homem maravilhoso, Nelson de Oliveira, dizer-lhe que sou a mulher mais feliz e realizada da face da terra. Agradeço todos os dias a Deus, por esse momento mágico que estamos vivendo, com amor, cumplicidade, respeito, admiração e principalmente, aceitando as diferenças com maturidade e respeito.
Eu sou Católica Apostólica Romana. Sempre levei muito a sério a minha religião. O Nelson é espírita e também leva a sério. No início achei que seria um problema, mas logo descobrir que é possível sim, nós nos amamos e sabemos respeitar as diferenças, convivemos tão bem com isso.
Nelson, te admiro muito, sou sua fã e tenho o privilégio de conviver contigo, tê-lo ao meu lado no dia-dia, amá-lo e respeitá-lo com toda a pureza da minha alma, numa entrega perfeita e abençoada por Deus.

QUANTO TEMPO SEM O MEU PAI! QUE SAUDADE!

Existia uma grande ligação entre eu e o meu pai. Um grande homem em todos os sentidos. Grande pai e grande ser humano, a pessoa mais incrível que já conheci até hoje. Humilde e sábio. No dia que tudo aconteceu, amanheci atordoada, com uma imensa dor no peito, uma tristeza sem fim, nada estava bem, sentia uma vontade danada de chorar, chorar. Fui ao trabalho e passei o dia inteiro assim, triste, desolada. No final do dia, retornei para minha casa, ao entrar no portão, avistei o meu pai e a minha mãe sentados no sofá, costumava ir ao encontro deles, todos os dias, mas como não estava bem, não quis preocupa-los e resolvi ir direto para minha casa que ficava ao lado. O Juscelino estava em casa acabando de preparar o café, sem ânimo me sentei ali na cozinha e comecei a falar sobre aquele mal-estar. Tempos depois, minha mãe me chama na janela e diz: “Maria Helena Miguel caiu no quarto”, corri para lá e o encontrei sentado na cama. Estava nervosa e preocupada, queria saber onde estavam os documentos para levá-lo ao médico, ele mesmo me mostrou onde estava. Em seguida o Juscelino entra e o leva ao pronto socorro com o meu irmão. Tudo muito rápido, mas infelizmente ao chegar no pronto socorro estava sem vida. Até hoje eu não esqueci aquela cena. Tinha 35 anos na época, já tinha os meus três filhos, mas naquele momento, perdi completamente a vontade de viver. Foi a primeira vez que vi uma pessoa tão próxima morrer. Não estava preparada e doeu demais. Meu pai era uma pessoa marcante e embora tivesse completado 70 anos, era forte e tinha tanta disposição.
Meu pai, tu foste embora sem dizer adeus, chegou sua hora, não dava mais para ficar, cumpriste tua missão aqui na terra e foste para junto do Pai. Deixaste saudades, muita saudade, lembranças boas e inesquecíveis, que não só nós filhos guardamos com carinho, mas todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.
SAUDADES DO MEU PAI! SEI QUE VOU TE AMAR ETERNAMENTE, POIS O AMOR JAMAIS MORRERÁ.