
Existia uma grande ligação entre eu e o meu pai. Um grande homem em todos os sentidos. Grande pai e grande ser humano, a pessoa mais incrível que já conheci até hoje. Humilde e sábio. No dia que tudo aconteceu, amanheci atordoada, com uma imensa dor no peito, uma tristeza sem fim, nada estava bem, sentia uma vontade danada de chorar, chorar. Fui ao trabalho e passei o dia inteiro assim, triste, desolada. No final do dia, retornei para minha casa, ao entrar no portão, avistei o meu pai e a minha mãe sentados no sofá, costumava ir ao encontro deles, todos os dias, mas como não estava bem, não quis preocupa-los e resolvi ir direto para minha casa que ficava ao lado. O Juscelino estava em casa acabando de preparar o café, sem ânimo me sentei ali na cozinha e comecei a falar sobre aquele mal-estar. Tempos depois, minha mãe me chama na janela e diz: “Maria Helena Miguel caiu no quarto”, corri para lá e o encontrei sentado na cama. Estava nervosa e preocupada, queria saber onde estavam os documentos para levá-lo ao médico, ele mesmo me mostrou onde estava. Em seguida o Juscelino entra e o leva ao pronto socorro com o meu irmão. Tudo muito rápido, mas infelizmente ao chegar no pronto socorro estava sem vida. Até hoje eu não esqueci aquela cena. Tinha 35 anos na época, já tinha os meus três filhos, mas naquele momento, perdi completamente a vontade de viver. Foi a primeira vez que vi uma pessoa tão próxima morrer. Não estava preparada e doeu demais. Meu pai era uma pessoa marcante e embora tivesse completado 70 anos, era forte e tinha tanta disposição. Meu pai, tu foste embora sem dizer adeus, chegou sua hora, não dava mais para ficar, cumpriste tua missão aqui na terra e foste para junto do Pai. Deixaste saudades, muita saudade, lembranças boas e inesquecíveis, que não só nós filhos guardamos com carinho, mas todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.
SAUDADES DO MEU PAI! SEI QUE VOU TE AMAR ETERNAMENTE, POIS O AMOR JAMAIS MORRERÁ.
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