Ah coração!... Por que reclamas tanto, se algo te aflige, coloca pra fora e continue batendo forte as cordas sonoras, daquele violino afinado. Deixe o som daquela música irradiar por todos os cantos com só tu sabes tocar e encantar.
Estava quietinha no meu canto e ouvi seu lamento que dizia:
Estou tentando me levantar, sorrir e cantar, mas só sinto vontade de chorar.
Acordei assim, sem razões aparente, mas lá no fundo de minha mente, bem sei que há algo escondido por detrás de muros, cidades, rios e mares ou simplesmente, um corpo e alma de mulher.
Por que será que nesse mundo moderno, onde a tecnologia avança fronteiras de uma forma estrondosa, transformando cabeças troncos e membros, em máquinas poderosas, onde basta apertar botões, acendem-se vulcões, num abrir e fechar de olhos, no entanto, aumenta o número de pessoas que sofrem com a tal depressão? Virou uma epidemia: homens, mulheres e crianças vivem essa agonia, se privando de alegrias com medo do medo.
Como não sentir-se atordoado diante tal situação? Será o preço a pagar pelo progresso? Como conciliar essas maravilhas sem corromper a mente humana e a natureza?
No ano passado um amigo próximo cometeu suicídio. Um colega de trabalho, tão amado por todos. Lá no seu íntimo, sofria ao ponto de querer colocar um ponto final em seu sofrimento.
Chega de cruzar os braços, preciso fazer algo para aliviar essa agonia que invade a minha sobrinha Liliane, tão jovem, com uma vida inteira pela frente. Como não sentir-se triste diante tal situação? Nesse caso não basta apetar um botãozinho, preciso ajudá-la a encontrar uma luz e eliminar os espaços sombrios que há em seu coração.
E mais ... sinto-me perdida numa selva cheia de leões soltos e famintos, que como eu, também lutam pela própria sobrevivência num mundo de competições, desigualdades, mentiras e tantas coisas mais, onças e lobos numa guerra constante no nosso dia-dia.
O meu subconsciente reclama e não meu coração, um alerta talvez, de uma avalanche a vista, percursos da natureza, homens, céus, terras e mares, pessoas falando, cachorros latindo, numa "zoadeira danada" sem começo e sem fim.
Meu coração continua batendo, não tão forte como antes, mas com a certeza que diante essa selva encantada e mal assombrada, sabe que só o amor poderá ser nosso aliado, faça sol ou faça chuva, brilhará ardente em busca da paz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário