quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A vida é um aprendizado constante

Quando criança, aprendemos a ser “bons” meninos e meninas. Isso implica, é claro, que não nos consideravam bons por natureza. Ensinaram-nos que só seríamos bons se arrumássemos o quarto ou se tirássemos boas notas na escola. Raros aqueles que aprendem que são essencialmente bons. Ninguém se preocupou muito em nos transmitir um sentimento de aprovação incondicional, de que nos dão valor pelo que somos, não pelo que fazemos. E isso porque não fomos criados por monstros, mas por pessoas educadas exatamente da mesma maneira. Na verdade, muitas vezes as pessoas que mais nos amavam agiam dessa forma porque tomaram para si a responsabilidade de nos treinarem para a luta.
Por que? Por que o mundo do jeito que está é muito cruel, e queriam que nos saíssemos bem. O mais estranho é que tudo isso serviu menos para nos ensinar disciplina e muito mais para deslocar nossa noção de centro de poder do nosso interior para fontes externas. Perdemos o sentido de nosso próprio poder. E aprendemos o medo de não sermos bons o suficiente do jeito que somos.
A maneira como nos percebemos determina nosso comportamento. Se nos julgamos pequenos, limitados, criaturas defasadas, tendemos a nos comportar dessa forma, é a energia que fazemos. Se nos julgamos criaturas magníficas, abundantes em amor e poder, então agimos de acordo e não hesitamos em compartilhar essas dádivas com o mundo. Insisto, a energia que nos cerca reflete o estado de consciência em que nos encontramos.
Sinto-me de bem com a vida, valorizo cada instante vivido como se fosse o último. Estamos aqui de passagem e não devemos perder tempo com amarguras e lamentações. Sou romântica por natureza e procuro viver com humildade, sem atropelar ninguém, mas gosto de ser respeitada como mulher e ser humano e fico triste quando vejo injustiça, insensibilidade e desrespeito com a criança e o idoso.
Eu sou assim.

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