domingo, 17 de outubro de 2010

ACORDAR PARA RECOMEÇAR UM NOVO CAMINHAR


Um deita e se levanta, dorme e acorda. O relógio do tempo num tic tac sem parar, sol, chuva, quente, frio e assim vão se passando as quatro estações do ano.
Isso é incrível! Como diziam num programa antigo da TV. Coisas simples e rotineiras que acontecem, visível a todos, mas muitos deixam passar despercebido, sem darem o devido valor, a importância de viver cada momento como se fosse, o último.
Como passageiros do grande trem da vida, carregamos na bagagem, muitos sonhos que, muitas vezes, ficam guardados na lembrança por julgarmos incapazes de alcançá-los.
O meu mundo às vezes é cor de rosa, verde amarelo, cheio de encanto e luz, mas às vezes fica cinzento, sombrio, mas logo o sol surge e o transforma num cenário bonito de se ver. Não tenho vocação para tristezas, gosto mesmo é de alegria e por isso faço questão de enfeitá-lo com as cores do arco-íris, empresto a luz do sol, da lua e das estrelas, tornando-o sem espaços para as trevas. Viva a vida, chore, sorria, cante e dance sem medo de ser feliz, uma maneira inteligente de agradecer a vida que Deus nos deu de presente e Ele quer que saibamos como aproveitar cada instante vivido. Sou assim, meu jeito sem jeito de escrever, uma loucura boa que sempre significou muito para mim, causou alegrias e satisfações, em registrar momentos diversos da minha vida. Nada extraordinário, para muitos poderá ser besteiras, mas para mim tem um sabor bem especial, algo que sempre colocou uma pitada de sal na minha estadia nesse mundo, que me trouxe até aqui, agora se fazendo presente, nesse instante tão breve que passará, mas ficará a doce lembrança.
Tenho guardado na memória inúmeros acontecimentos, como se tivessem sido ontem, no entanto, quantas águas rolaram rios a fora. Muitas alegrias, algumas tristezas, um sorriso, uma lágrima eram motivos para escrever. Tentei ser boa mãe e fiz tudo que estava ao meu alcance, cometi falhas, afinal somos seres imperfeitos em busca de perfeição. Um casamento fracassado, mas valeu a experiência.
Descobri que a verdadeira felicidade não consiste em nenhum bem material, embora haja uma preocupação geral em adquiri-los, nada se compara a grandeza de estar com Deus, senti-lo presente em nossa vida, nas pequenas conquistas, pequenos gestos e se fazendo útil ao espaço que ocupamos aqui na terra.
Sem Deus não seremos nada significante, apenas um amontoado de carne e ossos, um corpo sem alma, flutuando num vazio de ilusões.
Se Deus é por nós, quem estará contra a nós? Vivi e ainda estou vivendo os reflexos de uma situação, onde percebo claramente que Deus existe e não nos abandona nunca, mesmo que a noite seja escura, haverá sempre uma pequena luz que nos guiará a luz maior.
Vejam bem o que aconteceu comigo:
Meados de 2009, surgiu um probleminha em dos dos dedos dos pés. Fui ao podólogo e iniciei o tratamento. Um profissional competente e conceituado que cuidadosamente me deu toda assistência. Ao me sentir melhor, achei que era muito caro prosseguir o tratamento. Comprei um remédio na farmácia, colocava no dedinho e o envolvia com um esparadrapo, tive a sensação de melhora, continuei por minha conta cuidando dos meus pés, fazendo limpezas. O problema ficou estacionado. Tempos depois, surgiram feridas nas minhas mãos. Fui ao médico e lá disseram que estava com alergia a esmaltes, passaram cremes e remédios, mas não tive nenhum resultado favorável. Em janeiro deste ano, retornei ao médico e outros remédios foram passados. Em fevereiro, mesmo tomando todos esses remédios, o meu corpo inteiro ficou tomado por manchas roxas e um coceira horrível, parecia uma intoxicação, sem contar o estado das minhas mãos, cheia de bolhas. Era carnaval, todos pulavam de alegria e eu pulava de dor com as feridas que tomavam o meu corpo. Fui medicada, mas os resultados não eram tão bons, só eu sabia o tanto quanto doía, não conseguia dormir, parecia que tinha um bicho andando de um lado para o outro no meu corpo, mordendo. Nunca fui tanto ao médico como fui este ano de 2010. Era tão grave que os médicos de alergia marcavam retorno uma vez por semana e trocavam sempre de remédios e cremes. Embora já tivesse feito exames de sangue e teste de alergia, fui encaminhada a fazer um exame mais detalhado de sangue. Nada constou e ficaram mais intrigados com o meu caso. Imaginem vocês, como eu me sentia diante daquela situação, sem saber ao certo o que estava provocando aquelas feridas, sem contar a minha auto estima, péssima. Sempre fui muito vaidosa e tudo isso era como se fosse um castigo, quase entrei em depressão. Em junho fui encaminhada ao dermatologista pelo grupo de médicos de alergia, que ao ver o meu corpo, o médico pediu para suspender o captopril, remédio de pressão, segundo ele, era a causa de todo o estrago no meu corpo. Houve melhora, as feridas do meu corpo foram desaparecendo, mas as mãos não houve jeito de ficarem boas. Nesse período, fiz uso de cortisona e muitos outros remédios que causavam muito sono, além disso, surgiram problemas gastro intestinais. Dizem que “não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe”. Em 21 de setembro de 2010, fui ao médico dermatologista, pela 4ª vez, ao entrar no consultório, ele já havia dado uma olhada no meu prontuário, examinou as minhas mãos e imediatamente pediu-me que tirasse os sapatos e deitasse. Ainda tentei argumentar dizendo que não tinha nada nos pés, mas o obedeci. Ele abriu os meus dedos e disse-me que o problema estava ali em um dos dedinhos dos pés. Estou seguindo as instruções do médico e estou melhorando a cada dia, ficarei completamente boa com a graça de Deus, esse Deus misericordioso, que só sabe nos amar mais e mais.
Aprendi mais uma lição e deixo aqui o meu testemunho de vida.

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