domingo, 3 de junho de 2012

OLHANDO PARA O CÉU EM BUSCA DE RESPOSTA

Quero entrar em sintonia com o meu “eu”, saber o que se passas lá no mais íntimo da minha alma, escutar a voz do meu coração, colocar pra fora todos os sentimentos e assim, tentar compreender melhor os conflitos que há em mim. Sinto que necessito desse espaço, um momento de reflexão, um balanço geral das minhas atitudes, em busca de forças para superar todos os obstáculos, que surgem à minha frente no dia-dia. Eu perdi algo, essa sensação de perda me perturba, preciso recobrar os sentidos para poder ter de volta, o sabor pela vida. Na minha infância e adolescência, carregava comigo uma força oculta, sentia a presença do meu anjo da guarda, que estava ao meu lado em qualquer situação, dando-me forças e transmitindo-me o mais puro amor pelas pessoas e pelo mundo. Tornei-me adulta. Cadê aquela Maria Helena, ou simplesmente Lena, filha do Sr. Miguel, conhecida por muitos, lá na nossa terra, como uma grande família, pessoas amigas ligadas por um imenso laço de amizade e respeito. Pois é, continuo aqui, não mais uma menina, uma mulher adulta, mãe e avó, mas muita coisa mudou de lá pra cá. Anos e anos se passaram, quantas coisas ficaram para trás, mas trago comigo, a certeza de que tudo nessa vida tudo passa, afinal estamos de passagem nesse mundo e vale a pena viver cada segundo como se fosse o último a ser vivido, plantando e cultivando boas sementes por onde passar. Não sou do tipo super mulher, tenho muitos defeitos e fraquezas, acho até, que vivo como um peixe fora d’água, não dá uma dentro e estou sempre sendo enganada pelas pessoas. Passei a minha vida inteira sonhando e acreditando que um dia esses sonhos tornariam realidade. Acreditei tanto e dei asas a minha imaginação, mas o tempo foi se passando e algo me dizia: calma Lena, esse dia chegará. Hoje compreendi que, havia errado em minhas buscas, no meu querer e faltou-me sabedoria para decifrar o significado dos meus sonhos reais, eles revelavam cada passo que eu deveria seguir como e onde encontrar a chave de todos os mistérios que envolvem a minha existência. Onde eu errei? Diga-me meu Deus? Não sou inteligente o suficiente para compreender tamanhos mistérios. Sinto-me confusa, tento fugir, para não admitir a minha fragilidade humana. Vem o medo mais uma vez e acabo cometendo mais e mais erros. Sinto-me perdida numa selva, com medo de ser devorada a qualquer momento por uma fera, não encontro o caminho de volta para casa, sinto frio e as lágrimas escorrem como um rio de lágrimas. Uma sensação de perda total, um caminho sem voltas, final de linha. Vejo o tempo passando velozmente e sinto que já não tenho tanto tempo disponível. No adiantado da hora, imploro por uma luz para me guiar e sair da escuridão. Quem na vida nunca se sentiu assim? Crise existencial, complexo de inferioridade, insegurança, carência ou coisa parecida? Não sou a primeira e não serei a última a sentir-se perdida e sem rumo, cheia de dúvidas e com muito mais medo da vida do que da morte. Pode ser normal, mas nunca devemos fazer desses momentos, um agouro permanente ou uma desculpa para justificar a sua insatisfação por algo que não aconteceu do jeito que você desejava. Isso mesmo, isso vale pra você também Maria Helena, não entre nessa, não seja injusta com Deus e com você mesma. Se as coisas não andam bem, vão melhorar tenha certeza disso, não perca a esperança e pense com firmeza, dias melhores virão e tudo ficará bem novamente. De volta à realidade, a vida e a capacidade de sonhar, pois a vida sem sonhos deixa de ser vida e passa a ser apenas uma existência vazia, sem dor e sem prazer, sem tristezas e nem alegrias.

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