sexta-feira, 21 de novembro de 2014

UM NOVO AMANHECER EM MINHA VIDA

A Poesia esteve sempre bem perto de mim. Como não amar a poesia? Tão grande é a emoção que toma conta do meu ser, sou envolvida por um fogo que queima e transborda pelos meus poros, de uma forma magnífica, algo difícil de descrever, um sentimento lindo e imenso, um prazer que vem do nada, junto com o amor, alegria e lágrimas de pura satisfação. Estou vivendo uma linda história de amor. Asseguro-lhes que é algo além da imaginação. Há todos os estágios miraculosos vivenciados na idade mágica da adolescência, há beleza, há leveza do encanto, o perfume das flores do campo, o olhar faiscante e cheio de brilho, a emoção ao som de uma bela canção nos unindo cada vez mais. Saibam, nunca será em vão, falar de amor, esse amor real que acontece raramente de uma forma gritante, em dois corações, como se houvesse uma vida renascendo dentro de nós, uma esperança que se concretiza e se materializa, criando formas e surgindo como um novo amanhecer, com o brilho do sol, nos envolvendo com tamanha magia, algo contagiante que nos leva a loucuras boas e que nos deixa embriagados de tanto amor. Nesse momento, com os olhos fixos para o céu, agradeço ao meu Deus, por esse presente lindo, que chama-se Nelson, meu amor, minha inspiração, a razão de minha alegria terrena, a certeza da existência de um Deus, que ama infinitamente todos nós e quer que sejamos felizes. Estou certa de que, colhemos o que plantamos, quando se planta o bem o retorno é certo. Nelson meu amor, quero declarar publicamente o meu amor por você, dizer-lhe que te amar tem sido bom demais e a cada dia, sinto aumentar esse amor, já não me vejo mais sem a sua presença, sem seu cheiro, sem sua poesia e sem esse seu jeito, só seu de demonstrar amor e carinho, as delícias de amar e ser amada, de uma forma única e verdadeira. A poesia nos uniu, que essa união seja eterna e enquanto vivermos, celebraremos com alegria, essa dádiva do céu. Deus nos permitiu, a essa altura de nossa vida, saborearmos a vida de forma especial. Vivíamos em lugares diferentes e no entanto, cultivávamos os mesmos sonhos e hábitos sem sabermos a existência do outro, nos deparamos por uma série de coincidências, fatos semelhantes e até mesmo uma determinada música, marcou algo forte e curioso, surpreendente para nós. Sonhos rolaram de uma forma misteriosa, como as águas dos rios rolam rio a baixo, em direção ao oceano. De repente, eis que surge algo novo, como se misteriosamente o vento soprasse em nossa direção, trazendo-nos essa boa nova, que nos proporcionou nesse encontro de almas apaixonadas pela vida, com sede de amar, almejando uma revolução interior, como uma lapidação de um diamante, um renascimento, algo que nos tornasse pessoas melhores cada vez mais e mais. O amor fazendo história e marcando vidas.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

UM EGOCÊNTRICO QUE TINHA CARISMA

O nascimento do Rafael, foi comemorado com muita alegria, principalmente por parte do seu avô, que fez questão de demonstrar não só alegria, como satisfação e muita expectativa naquela criança que acabava de chegar ao mundo. Tão pequenininho e nas palavras do avô já era vitorioso. Segundo ele, aquele serzinho havia nascido para brilhar. Um amor tão grande que mal cabia no peito, seu coração tornou-se pequeno com a dimensão daquele sentimento. Não demorou para aquela criança, na sua inocência, perceber o tanto quanto era amado, pelo entusiasmo e o carinho a ele dedicado, passou a trocar o berço pelo colo. Seus pais tiveram mais dois filhos, Pedro e Isabela que também receberam o amor e carinho dos avôs. O Pedro tinha muita dor de ouvidos e necessitava de cuidados médicos constantes, nada tão grave mas que necessitava de cuidados dobrados dos seus pais, um motivo a mais para o avô se aproximar um pouco mais do Rafael, assim ele sentiria acolhido e os deixavam cuidar do irmãozinho. Quando a Isabela nasceu, por ser uma menina, ele ficou cheio de alegria, relembrou o nascimento da sua tão amada filha. Todos sabiam da sua preferência por meninas. Mas nunca deixou o Rafael de lado, para ele, o Rafael ainda era o favorito, a criança mais linda e mais especial do mundo, seu neto preferido. O Rafael crescia e a admiração do avô aumentava. Nos passeios que faziam juntos, nos ônibus e nos lugares onde eles chegavam, eram notados, o menino esperto e falante chamava a atenção de todos. Muitos elogios eram feitos, deixando o avô Antônio mais e mais encantado e orgulhoso. O tempo foi passando, chegou o momento de colocá-lo na pré-escola e em seguida, à Escola e passou a cursar a primeira série. Um momento tão bonito e esperado para os pais e avô. Foi nessa época que os professores e pais perceberam que o Rafael era canhoto, mas para o avô era um defeito grave, aquilo não poderia acontecer com o seu neto predileto, tentou mudar isso. A sua mãe não aprovava a atitude do seu pai em querer obrigá-lo a usar a mão direita, tentou interver e obteve a seguinte resposta, tu não sabes de nada, essa mão é mão de merda, não aceito e ele vai usar a mão certa. Era difícil dialogar com seu pai, ele tinha sua opinião formada, não havia como mudá-lo. Que fazer naquela situação? Ele o amava de uma forma grandiosa, mas acabou sendo um motivo de preocupação para a mãe do Rafael. Quanto a isso não fez nada para impedir, por receio de ofendê-lo. Outro fato aconteceu. Sua madrinha deu-lhe de presente, um Mickey, o Rafael passou a dormir agarradinho com o brinquedo e não largava. O avô Antônio ficou irritado com aquilo, como um menino homem brincar com aquele brinquedo de mulher, ele era macho e tinha que brincar com brinquedo de macho, jogou fora o brinquedo tão querido. O Rafael chorou muito, mas logo se convenceu que o seu avô tinha razão, ele sabia o que era melhor pra ele, certamente aquilo não era bom e compreendeu a atitude do avô. Para Ana, seu pai era um homem correto, íntegro e apesar dos tempos serem outros, não via motivos para preocupação, apesar de não concordar com uma série de atitudes. O Sr. Antônio fazia questão de levar e buscá-lo na Escola. Ele deixava claro, se apanhar na Escola, apanhará em casa também. Assim o Rafael apanhou muito por lá e bateu também e ficou por isso mesmo. Um certo dia, sua mãe recebeu uma vizinha, que vendia produtos do Avon etc, o Rafael e o Pedro disfarçadamente induziram o cachorro a morder a senhora. O cachorro não era de latir, mas bastava um sinal para se aproximar silenciosamente e morder, quando a senhora menos esperava, recebeu uma mordida no bumbum ficando as marcas dos dentes naquela senhora. O cachorro era vacinado, mas foi uma situação constrangedora. Sua mãe ficou brava com os meninos e disse-lhes, quando a Dona Adalgisa for embora, darei uma surra nos dois. Correram e foram contar o acontecido ao avô, na defesa dos meninos disse-lhes, se ela bater em vocês, eu baterei nela também. Claro que ele não faria isso, mas deixou claro que estava do lado deles e que estaria pronto para defendê-los. O Rafael, muito esperto, sabia que poderia contar com seu avô sempre, procurava agradá-lo e alegrá-lo mais e mais, acabava se destacando com sua simpatia e esperteza, se mostrando forte e destemido, um homenzinho. Aos 10 anos, o avô do Rafael veio a falecer, vítima de um infarto agudo do miocárdio. O mundo desabou para ele, ao ver a sua mãe aos prantos, sofrendo. Que fazer diante aquela situação? Aquele homem que ele julgava imortal estava ali deitado imóvel para sempre. O que seria da sua vida dali para frente? A quem ele iria recorrer nas suas dores de barriga e nos probleminhas na Escola? Quantas e quantas vezes para deixar o vovô contente, tomava chá de boldo como se tivesse tomando um delicioso suco. O seu avô dizia aos quatro cantos, que essa criança teria um futuro brilhante e que se destacaria entre todos os outros netos. Deu-lhe asas para voar e acreditar que era possível sim, contava com o apoio dele ali ao seu lado, incentivando-o o tempo todo e mostrando-lhe o que só ele parecia enxergar. Sentiu-se perdido sem saber qual direção a seguir. Sentiu-se como se tivesse com suas asas quebradas, terrivelmente machucadas, impedindo-lhe de levantar vôo. Como não chorar numa situação daquela? Seu avô dizia que homem não chorava, que tinha que ser forte sempre. Como seria dali pra frente sem o seu amado avô, seu herói. Ele necessitava de colo, mas diante aquela situação, sua mãe também se encontrava fragilizada e sofrida com a perda tão sofrida do seu pai querido. Algo mudou na vida do Rafael, ele passou a ser estabanado, não fazia nada com atenção, se tropeçava nos móveis e estava sempre sofrendo pequenos acidentes. Já não prestava atenção nas aulas e não cumpria os deveres de casa. Nas reuniões de pais, as notícias não eram das melhores, estava sempre envolvido em brincadeiras e tinha um comportamento estranho, ficava horas e horas com olhar fixo e perdido em pensamentos distantes. Preocupada sua mãe resolveu levá-lo ao psiquiatra para posteriormente ser encaminhado ao psicólogo. Mãe é mãe e ela percebeu que aquela criança necessitava de ajuda de um profissional. Mas o pai dizia ser médico de doido, fazia críticas e por essa razão não foi possível continuar com o tratamento. O Rafael era rebelde, tinha um comportamento agressivo, parecia revoltado. Sua mãe não compreendia as razões e lamentava por ele não ter dado continuidade ao tratamento com o psicólogo. Atualmente a Ana é viúva e vive com os seus três filhos. O Pedro casou-se e tem um filhinho, sempre foi um bom filho e nunca deu-lhe maiores preocupações. O Rafael embora não tenha se casado, tem uma filhinha e outra filha está por vir. Ambas de mães diferentes. É muito difícil a convivência com o Rafael, ele não tem vícios, trabalha, mas tem um gênio forte. Passou a ser constante as brigas dele com a mãe, ela não concorda com o seu jeito irresponsável de agir com as mulheres que ele se relaciona. Palavras duras ditas de ambas as partes, acarretou uma crise entre mãe e filho. A Ana não compreendia por ele ser tão diferente dos outros dois filhos. Ele é individualista, detesta compartilhar algo da sua vida com os outros, depende dos outros e não aceita opiniões de ninguém. Vive como se não precisasse de ninguém. Dessa vida, nada levamos, só fará diferença as boas atitudes, os gestos de humanidade, humildade e solidariedade, saber viver em grupo, ajudando e sendo ajudado, sem querer receber nada de volta, o retorno vem de Deus. Se todos fizessem um pouquinho em benefício dos outros, com certeza, esse mundo seria bem melhor. Não gosta de dar nada a ninguém e muito menos emprestar. A Isabela sempre foi uma ótima filha, nunca deu trabalhos aos seus pais. Sempre responsável com os deveres escolares e em todos os aspectos, agiu com moderação, cautela e muito respeito. Pedro e a Isabela sempre tiveram um comportamento exemplar, dispensando qualquer preocupação. O Pedro preocupado com aquela situação, sentiu-se tocado a ajudar seu irmão. Na opinião dele, agiu como cristão e fazendo jus a sua religião católica apostólica romana, fazer algo concreto numa demonstração de amor e fé ao Cristo ressuscitado, presente entre nós. Resolveu contar um segredo que guardava durante muito tempo. Talvez estivesse aí a razão daquele comportamento estranho. Quem sabe, uma forma de ajuda-lo a enfrentar essas possíveis traumas do passado. Com riqueza de detalhes, revelou que o seu irmão havia sofrido abuso sexual dentro da própria casa, por pessoas que trabalhavam ali e acima de quaisquer suspeitas. Uma história de vida inusitada e complexa. Um assunto polêmico, onde as vítimas foram crianças inocentes e indefesas, que se calaram diante a dor, por puro medo. Essas pessoas agiram com crueldade e maldade, se passavam por pessoas de bem. Lamentavelmente saíram ilesas, vivem como se nada tivesse acontecido, não há como provar nada, se passaram muitos anos, aquelas crianças hoje são adultas. Ao saber de tamanha monstruosidade, a mãe sentiu-se como se uma faça atravessasse seu peito, foi tomada por uma dor imensa que tomou conta daquela mulher, não conteve as lágrimas, sentimento de culpa e revolta tomaram conta dela. Há muita gente ruim, maníacos entre nós, são especialistas em disfarces. Que esse caso, sirva de alerta para os pais e responsáveis, para não cometerem os mesmos erros. Todo cuidado é pouco, conversem com seus filhos e esclareçam a eles, que seja qual for o problema, devem falar para seus pais. Os professores haviam alertado do seu comportamento estranho e distante e solicitaram aos pais, que ficassem atentos, poderia está acontecendo algo muito sério com ele. No primeiro instante, ela começou a observá-lo, para ver se havia ou não a possibilidade de haver uso de drogas, mas com o tempo, descartou essa possibilidade. A Ana, sempre foi uma mãe presente, embora trabalhasse fora, procurava desempenhar o seu papel de mãe da melhor maneira possível. Nunca se passou pela sua cabeça, que aquelas pessoas tão boas e prestativas seriam capazes de tal ato. O Rafael, hoje é um bom moço, não tem vícios, mas alguma coisa nele necessitava melhorar, é um ser egocêntrico, parece que vive num mundo só dele, muitas vezes pisa nas pessoas sem perceber. Gosta de tudo organizado mas está sempre promovendo desordens, tem um carisma imenso, geralmente as pessoas se encantam com seu jeito de ser, fazem coisas por ele que normalmente não fariam por qualquer outra pessoa, sem querer nada em troca, mas ele acaba abusando dessas gentilezas, achando que essas pessoas têm obrigações. Ele reconhece seus erros e até lamenta pelas palavras ditas em momentos de raiva, mas acaba cometendo os mesmos erros sempre. As vezes ele quer abraçar o mundo e sente-se impotente devido suas próprias condições financeiras, mas apesar de ter potencial, não consegue transmitir segurança e firmeza. Sonha muito, mas desanima no meio do caminho. Quando um problema o atinge para valer, as dores de estômago aumentam, gastrites e dores de cabeça, se fecha dentro de si e parece que sente medo até da sua sombra. Para seus dois irmãos, Pedro e Isabela, o Rafael sempre recebeu a melhor parte de tudo, seus pais sem perceberem, agiam dessa forma e no entanto, nenhum dos dois cresceram com essa carência. A Isabela acha que o Rafael sempre foi o mais protegido e que não havia motivo aparente para ele agir com desequilíbrio. Ele poderia estar morrendo de fome, não teria disposição de ir à cozinha preparar algo, e mesmo estando pronto, não coloca no prato a comida. É muito dependente, parece preguiça, mas quando resolve tentar, quebra prato e derrubava panelas. Para ele, assumir um relacionamento publicamente, fazer declarações de amor, seria tarefa impossível. Deixa transparecer, a situação de estar com uma na intenção de outra, essa é a impressão que ele passa para todos, instabilidade constante. Diante tudo isso, o que fazer? Como poderemos ajudá-lo?

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

EM BUSCA DE DISCERNIMENTO, ENCONTREI A LUZ

Meados do ano de 1992, estava arrumando a minha casa, num determinado momento, tive uma espécie de tontura, me apoiei na vassoura para não cair, uma voz soprou aos meus ouvidos, que dizia o seguinte: “.... Não compreendi o ano, só ficou claro o número cinco, você vai passar por uma situação gravíssima e delicada, sua vida irá se passar por fio, um sofrimento grande, quando tudo parecer que será o fim, vencerá após muita luta.” Fiquei perturbada, não conseguia compreender aquilo, mas resolvi tocar a minha vida. Em 1991 havia perdido o meu pai, meu herói e não tinha sido nada fácil, quase entrei em profunda depressão e fui resgatada pela Nossa Senhora Aparecida. Tempos depois, surgiu uma verruga na parte externa da vagina. Fui ao médico e imediatamente marcaram uma cirurgia para remover a tal verruga que foi levada para análises. Ao retornar a consulta, notei uma certa preocupação por parte dos médicos, inclusive me disseram que uma junta médica iria me acompanhar por cinco anos. Ao sair do consultório, me lembrei do episódio acontecido comigo há tempos atrás e como deixaram claro o número “5”, achei que poderia ser a situação que viria. Nesses anos, bastava senti algo, uma dorzinha ou coisa parecida era comunicado imediatamente aos médicos e não tinha dificuldade alguma, sempre era atendida. Até pensei, se toda dificuldade for igual a esse, está ótimo. Nesse período, aconteceu algo muito grave comigo, mais uma vez, achei que teria chegado o momento de passar pela situação grave. Não gosto nem de me lembrar. Sofri humilhação, fui massacrada e me vi num inferno pessoal, quase fui a loucura, mas passou. Após os cinco anos, recebi alta. Não havia motivos para continuar, estava ótima. Nessa época os meus filhos eram pequenos. Nada foi fácil na minha vida, mas nunca deixei me abater, sempre vivi em busca de razões para sorrir, sentir-se bem comigo mesma e com o mundo. De uma coisa estou certa, nesse mundo, as pessoas de corações bons sofrem muito mais. Digo isso por experiência própria. Quem me conhece de verdade sabe que tenho o coração bom, sei reconhecer isso, é uma qualidade da minha própria natureza. Sofri demais e muitas vezes fui vítima de comentários ridículos e maldosos, por pessoas que vivem em função da infelicidade alheia. Tudo isso passou, estou em outro estágio e dificilmente darei ouvidos aos discursos que não me agradam. Sinto-me feliz, na minha Fé em sintonia com Deus e com a minha e nossa mãe, a Virgem Maria, Nossa Senhora Aparecida. No ano de 2009, fui ao Hospital do Servidor Público, marquei uma consulta com os médicos de alergia. Estava preocupada com uns carocinhos que haviam surgido na minha pele. Fui submetida a vários testes de alergia e durante meses fui monitorada a minha alimentação e remédios. Parecia que tudo estava sobre controle, havia procurado os médicos no início do problema. Em fevereiro de 2010, tive uma crise imensa, saiu carocinhos por todo o corpo e fiquei com uma aparência péssima. Os médicos ficaram preocupados, vários tipos de exames foram solicitados, HIV, Hepatites e tantos outros exames. Os resultados foram negativos e ficaram mais e mais preocupados, não sabiam o que fazer. Passei a ser atendida uma vez por semana. Trocavam os remédios, pareciam que estavam experimentando qual seria mais adequado. As minhas mãos cheias de bolas e não tinha um lugarzinho que não fosse ferida. Na época, estava com o surto daquela doença do porco e onde íamos tínhamos que lavar as mãos com álcool ou com sabão. Imaginem o meu sofrimento. Álcool nem pensar e certos sabões muito menos. A minha imunidade estava baixa e era perigoso. Passei a ser tratada com cortisona, melhorava apenas por um ou dois dias e retornava sempre e cada vez pior. Passava noites e noites em claro, sem poder dormir, parecia que tinha vários bichinhos me picando o corpo inteiro. No dia seguinte, os lençóis estavam cheios de pedaços de peles e manchinhas de sangue. Sem contar as dores nas mãos, um sofrimento imenso. Passei a conviver com a dor, ela passou a ser minha companheira diária. Tomava remédios fortes que causavam sono profundo, vivia sonolenta. Enquanto dormia tinha a sensação de alívio, tinha pesadelos horríveis e ao acordar me deparava com a dor. Entrava ano e saia ano e eu continuava com essa tal alergia, que surgiu do nada e de uma forma que os médicos não conseguiam me dizer as possíveis razões. Biopses das mãos foram feitas. Ouvi um comentário de uma médica para a outra médica. Cada mão apresentou resultado diferente da outra. Como pode isso? Eram médicos estagiários e os comentários eram compreensíveis. No Setor de Alergia viram que não davam jeito e me aconselharam a prosseguir o tratamento na parte de Dermatologia, lá eles diziam que o meu caso era de alergia e que deveria ser tratado na parte de alergia. Era jogada de um lado para o outro e a cada dia me sentia mais fragilizada e desanimada daquela situação. Devido a enfermidade, estava sem forças e sabia que só Deus poderia me curar. Como funcionária pública, a cada cinco anos, tinha direito a 90 dias de licença-prêmio e praticamente, passei o ano de 2010 e 2011 de licença-prêmio. Não tinha condições de trabalhar no estado que se encontrava e para não comprometer a minha aposentadoria por tempo de serviço, resolvi usar as minhas licenças prêmios. Nesse período, percebi que não somos nada, que sofremos com o pouco caso das pessoas, nojo e indiferença. Embora não seja algo contagioso você percebe muita gente se afastar com medo de pegarem doença. Um certo dia, na sala de café lá na USP, estavam vários professores, funcionários e uma aluna que sempre se mostrou minha amiga, talvez estivesse ali a convite de algum professor, ao me ver entrar na sala se aproximou para me cumprimentar, ao perceber algo estranho se afastou, disse-me sem beijinhos, isso é contagioso e não quero que me pegue. Eu disse a ela, não é contagioso e ela respondeu, é sim, o porteiro do meu prédio, começou assim e depois morreu, isso vai tomar seu corpo todo. Foi horrível. Ao chegar no Departamento estava arrasada e como sempre, a minha amiga e colega Ilza me ajudou a levantar-se após o baque. Não esqueço jamais das pessoas que me prestaram solidariedades e gestos de amizade pura, sem interesse algum, simplesmente por humanidade. Outro fato que marcou muito foi, O Juscelino um dia chegou em casa irritado e muito chateado, ele disse-me que a mãe dele havia o alertado para não comer nada vindo das minhas mãos, para ele ter muito cuidado com a minha doença. Ele me acompanhava aos médicos e sabia de tudo muito bem e se fosse algo contagioso os próprios médicos eram os primeiros a alertarem. Quando o Bryan nasceu, não estava bem e no auge do problema, as mãos estavam horríveis, mas em nenhum momento a minha nora me proibiu de segurar a criança, ela se mostrou compreensiva e solidária, embora fosse seu primeiro filho, em nenhum momento notei alguma rejeição por parte dela, são simples demonstrações que me tocaram para sempre. Eu estava sensível por demais, qualquer coisa, um comentário infeliz ou até mesmo um gesto apenas me causava sofrimento, tinha mais e mais vontade de me refugiar de tudo e de todos. Em 2013 tive três perdas. O meu marido, o homem que me casei e que juntos vivemos uma história, foram vinte e cinco anos maritalmente, pai dos meus três filhos. Por razões que não convém relatar, dormíamos em camas separadas, mas mantivemos o respeito mútuo, amizade e muita consideração, um acolhendo ao outro, principalmente nos momentos mais difíceis. Tudo que fiz por ele não foram em vão e no momento que mais necessitei, ele retribuiu. Os dois irmãos que eu os amava muito, pessoas lindas e grandes corações. Isso com certeza desencadeou mais uma crise violenta, por causa da parte emocional afetada. Mais um ano difícil e eu resolvi optar pela minha aposentadoria, já que havia completado o tempo necessário e de direito. Desde fevereiro de 2014, estou aposentada e venho enfrentando altos e baixos. Finalmente, relembrei de algo que aconteceu há muitos anos atrás e hoje estou certa, de que aconteceu o que a voz me disse. Foram momentos que não desejo a ninguém, nem ao meu maior inimigo, se tivesse. Quantas e quantas noites, onde todos dormiam e eu ali sentada na cozinha, passando uma coisa e outra para aliviar as dores nas mãos. Nunca imaginei que existia dores nas mãos, não sabia onde colocá-las. Tentava me concentrar e rezar, mas era impossível e chorava de desespero. Não me envergonho de dizer, que desejei morrer e houve momentos que as minhas forças estavam acabando, não havia onde me apoiar e me esqueci que Deus esteve todo esse tempo ao meu lado, esperando pelo meu pedido de Socorro! Dei ouvidos a tanta gente e me esqueci de DEUS. Uma pessoa, que se dizia grande amiga, de longa data, se dizia preocupada com a minha situação, me disse que tinha a solução para meu problema e que eu poderia confiar nela, cansada de tudo e desejando ficar boa, me livrar daquilo que doía tanto em mim, resolvi aceitar a ajuda da Ana, ela sempre foi uma pessoa amável e de confiança. Ela me apresentou uns remédios naturais e segundo ela, seria uma limpeza e não tinha efeitos colaterais. Para começar, R$ 400, 00 (quatrocentos reais) paguei por um creme para as mãos e corpo e líquido para tomar 3 vezes ao dia. Assim que passei os cremes achei estranho, parecia deixar as mãos mais ressecadas e ásperas, no dia seguinte estava inchada. Liguei e ela me disse que era normal, que continuasse normalmente, mas fui piorando e os meus filhos me fizeram parar de usar os tais remédios. Ao saber que eu tinha deixado de usar, ela foi a minha casa e me levou até o Senhor responsável pelos remédios. Esse senhor, afirmou que não era para deixar de tomar os remédios e usar os cremes, a não ser que eu não quisesse ficar totalmente boa. A Ana me sugeriu ficar em sua casa para poder tomar os remédios e não sofrer interferências dos meus filhos, mas preferi ficar na minha casa. Foram três dias que duraram uma eternidade, fui transformada e transfigurada, não parecia eu e sim uma velha de filmes de terror. Quase morri, se tivesse insistido em continuar tomando os remédios como a Ana e tal homem pediu, hoje estaria morta. Uma inchação imensa nos olhos e no pescoço impedindo a respiração. Tenho as fotos que provam o estado que fiquei, embora tenha sido caso de polícia, deixei pra lá. Tudo isso serviu para abrir os meus olhos, pela primeira vez, durante tanto tempo, estou certa que vou ser curada, já estou sendo curada pelo Espírito Santo. Eu tenho uma religião linda e séria, desde criança sou Católica Apostólica Romana, nunca tive dúvida de que é essa religião que quero seguir até meu último suspiro aqui na terra. Já recebi tanta demonstração de amor de Nossa Senhora Aparecida, ela já esteve presente em tantos momentos da minha vida, embora eu nunca tenha dado testemunho dessas maravilhas. O pior já passou, não há problemas não poder usar esmaltes, isso é o de menos, não faz mal, seguirei as prescrições médicas, evitarei certos alimentos e remédios, outros produtos ficarei em alerta, mas a partir de agora, estou liberta e vou ser curada, com a graça de Deus. Não pensem que estou louca e pretendo abandonar as prescrições médicas, estou me referindo as feridas da alma, que durante todo tempo, cultivei ressentimentos, mágoas, revolta por achar que estava sendo punida por Deus. Vejam bem, Tudo teve início em janeiro de 2010, o ano que vem completará 5 anos e será 2015, também contém mais um cinco. Significa que está próximo do fim da minha trajetória, foi dolorosa, cheguei a pensar que não resistiria, foram momentos longos e tristes, mas me sinto bem e repleta de confiança, iluminada pelos imensos Raios do Espírito Santo, cheia de vontade de viver e gritar para o mundo inteiro, eu venci, com a Graça desse Deus maravilhoso, misericordioso, grandioso e infinitamente amoroso, o grande amor da minha vida a quem dedicarei a minha vida agora e pra sempre amém. “Maldito o homem que confia no homem e que busca apoio na carne, e cujo coração se afasta do Senhor.” Jeremias 17, 5.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

ÉRAMOS SETE IRMÃOS

Meu pai orgulhosamente dizia: Francisco meu, Zeca meu, Tonho meu, Manoelito meu, Luís meu, Helena minha e Armando meu. A família do Seu Miguel, conhecida na região de Mundo Novo, Ruy Barbosa e cidades vizinhas. Ser filho do Sr. Miguel era de uma responsabilidade imensa. Meus irmãos não podiam fazer nenhuma travessura. Filho do Seu Miguel? Nem parece ser filho do Sr. Miguel, não acredito que é filho do Sr. Miguel. Se houvesse um grupinho e um dos filhos de Miguel estivesse no meio, os comentários seriam destinados aos filhos do Sr. Miguel como os culpados. Naquela época, não compreendíamos muito bem, mas já sabíamos que o simples fato de sermos filhos do respeitado MIGUEL tinha suas vantagens e desvantagens. Ouvi muitas vezes o meu pai contar a seguinte historinha, de tanto ele contar para as pessoas, confesso-lhes ficava sem jeito, já sabia de cor e salteado: Quando minha mãe ficou grávida pela nona vez, mais uma vez cheio de esperanças e com uma vontade danada de ter uma menininha, não se conteve em fazer um propósito, uma espécie de promessa, prometeu fazer dois enxovais, um bem simples de um tecido ordinário que existia na época, “chita” e outro bem sofisticado. Se fosse menina usaria o enxoval bonito e bom, mas se fosse menino usaria o enxoval simples e doaria o outro enxoval. Coisas de Miguel, uma demonstração de simplicidade e da força imensa de uma vontade sendo realizada. Para a felicidade dele principalmente a parteira anunciou a chegada da filha tão desejada. Minha mãe era uma santa mulher, para ela pouco importava se era homem ou mulher, ela amaria do mesmo jeito, como nos amou com grandeza e sabedoria em todos os dias de sua vida. Bons tempos, coisas que foram ficando lá atrás, impossível não sentir saudades desses anos dourados, onde a simplicidade, a inocência habitavam em nosso ser e fazíamos seres completos e felizes. JEQUITIBÁ era nosso paraíso, uma época que havia fartura, água em abundância. Num dia normal de trabalho era bonito de se ver. Sempre gostei de contemplar a beleza da natureza e do corre, corre diário de cima de uma janela da minha casa. Logo cedinho o Irmão Ubaldo descia a ladeira do mosteiro para trabalhar com o Sr. Argemiro na serralheria, onde faziam lindos móveis, do outro lado Irmão Martinho com o meu tio Fidélis trabalhando com máquinas de cerrar madeiras. Meu pai comandava o MOTOR e a oficina, acordava de madrugada para fornecer a luz elétrica para os Padres rezarem. Uma serviço de muita valia para aquele lugar. Carros de boi transportando coisas, tratores e trabalhadores circulando em direção as suas funções. Vaqueiros cuidando do gado, boiadas imensas. No chafariz central muitas mulheres lavando roupas e cantarolando. Crianças e adolescentes em direção a Escola Santa Isabel e o entra e sai na pensão de Dona Juventina. Quem viveu lá ou passou por lá para estudar no Mosteiro, teve o privilégio de presenciar esse cenário incrivelmente lindo e maravilhoso. Os filhos de Miguel: Éramos sete irmãos, hoje apenas cinco. O Manoelito como chamava o meu pai e o Antônio Moreira, partiram para eternidade em 2013 e deixaram uma saudade do tamanho do mundo, foram ao encontro dos nossos pais e estão felizes por lá, creio nisso.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

UMA PALAVRINHA DE CARINHO AOS MEUS COLEGAS DE TRABALHO!

Já estou com saudades. Foram anos e anos de trabalho na FFLCH, convivendo com pessoas bacanas e amigas, uma imensa família. Estou aguardando a publicação da minha aposentadoria, sinto até um friozinho na barriga, uma sensação esquisita. Não é fácil não, para isso é necessário manter-se firme e se apegar muito com Deus, para digerir essa coisa sem causar má digestão. Estou bem gente e certa de que realmente chegou o momento de sair. Ficar mais um pouco seria como adiar mais e mais o inevitável. Agora ou mais tarde não será fácil a despedida e nesse momento é o que eu quero para mim. Não tenho planos, mas de uma coisa eu tenho certeza, estou muito bem comigo mesma. Sentirei saudades de todos, todos mesmo, sem excluir ninguém, todos foram importantes e os guardarei com um carinho enorme em meu coração.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

TANTO TEMPO SEM O MEU PAI AQUI COMIGO!

Pai! Quanta saudade de ti, uma saudade boa que vem com recordações marcantes de sua estadia entre nós, que partiu sem ao menos se despedir e deixou esse vazio imenso em nosso coração. Tristeza não combina contigo, sua alegria era contagiante, nos envolvia e continuará nos envolvendo, permanece entre nós, dando-nos coragem para lutar pela vida, determinação e muita esperança de dias melhores, onde reine a paz e o amor entre os povos nesse mundo cheio de dor. MIGUEL FRANCISCO DOS SANTOS, meu pai, meu melhor amigo, meu ídolo, meu grande amor, meu modelo de pessoa humana, a maior e mais bela demonstração do mais puro amor, uma admiração tão grande que mal cabia em meu pequeno coração. Quero prestar uma simples homenagem a esse homem maravilhoso e de uma sabedoria invejável, que marcou a minha vida para sempre e que me ensinou a cultivar o AMOR em meu coração e a preservar a serenidade e humildade com muita Fé em nosso Pai maior que está no Céu, nosso Deus misericordioso que nos acolhe e nos ama infinitamente. Hoje é aniversário de morte do meu PAI, anos se passaram, mas ele continua presente em meu coração, sinto uma saudade danada, mas permaneço firme, sei que ele de onde estiver estará nos dando forças, sinto isso agora, embora as lágrimas insistam em rolarem pelo meu rosto, expressando essa saudade do tamanho do mundo. Sabem como me chamavam na Bahia? Lena do Sr. Miguel e acontecia o mesmo com os meus irmãos, filhos de Miguel, era bom demais, sentíamos seguros e protegidos. Que saudade de ti MIGUEL! MEU BOM PAI, NOSSO AMIGO DE TODAS AS HORAS, TODOS OS MOMENTOS, UM HOMEM MARCANTE POR ONDE PASSAVA E QUE DEIXOU SAUDADES.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

DESPEDIDA - O início de uma nova era

Algo novo está por vir, uma nova era está surgindo à minha frente. Nesse momento quero reunir forças positivas, encher o meu peito do mais puro ar e ir soltando lentamente, como uma brisa a soprar suavemente numa manhã festiva de setembro, abrir os braços para o mundo, com muito calma nessa hora, deixar fluir de leve, sem pressas, digerir aos poucos, saboreando cada momento, observando tudo que está girando em volta, para não deixar passar despercebido, qualquer detalhe desse momento tão importante para minha vida, onde se fecha portas e abrem-se janelas. Partir é preciso, não posso mais ficar aqui, tenho que aprender mais essa lição, algo novo, encerrar uma etapa da minha vida e ter audácia para iniciar outra, não com a mesma coragem e vigor de quando cheguei aqui um dia, anos se passaram e é impossível permanecer com a mesma disposição da juventude, mas com certeza de que, enquanto há vida, haverá razões para sonhar, ter esperanças e sentir-se de bem com o mundo e certa de que, valerá a pena viver cada instante com a mesma alegria de outrora. Sensação esquisita, jamais experimentada antes, só quem já passou por essa situação poderá compreender o que estou sentido nesse exato momento. O ciclo da vida é o desabrochar de uma primavera cheia de encanto e beleza, onde desperta um mundo mágico, encantado e festivo entre plumas e paetês, acontece o espetáculo da vida, do viver e do amar as pequenas coisas, pequenos gestos, o querer bem e a amizade pura e desinteressada. Viver é mais que existir é poder alegrar-se com as conquistas e derrotas, dar valor a cada espaço construído e conquistado com sabedoria e cautela, valorizando cada momento como se fosse um grande e valiosíssimo tesouro, a coisa mais fantástica do mundo, tão lindo e misterioso, que muitas vezes não compreendemos de imediato, o nascer, envelhecer e o morrer, entramos em conflitos algumas vezes, pinta a insegurança ocasionando a tal depressão, coisa comum hoje em dia, mas que é preciso combater, ir a busca de soluções para as tais situações. Passei os melhores anos da minha vida aqui na USP. Anos de aprendizado e luta, no corre, corre diário, com disposição e muita esperança, se desdobrando em mil para cumprir todas às tarefas de dona de casa e as minhas obrigações de trabalho, com dedicação e responsabilidade. Pensava na aposentadoria como algo num futuro longínquo, tão distante e nunca atinara que os anos passariam tão rápido, que toda a minha juventude ficaria lá atrás num piscar de olhos. Nesse momento é como se a minha frente tivesse uma tela gigante, esporadicamente vão passando os momentos aqui passados. Foram tantos momentos, passei por inúmeras situações, boas e ruins, mas que valeu a pena, cada instante. Isso é viver e eu vivi com categoria cada segundo. Minha chegada aqui na USP se tornou histórica pelo falecimento do Diretor Prof. Eurípides. Meio assustada fui ao velório e lá fui apresentada para algumas pessoas que ali estavam. Recém-chegada da Bahia, tentando se adaptar à cidade grande, com a cabecinha cheia de sonhos e um desejo maluco de construi-los e torna-los realidade. Tempos bons que deixaram saudades, muita coisa mudou. É natural haver mudanças e serão sempre bem-vindas quando se tratam de melhorias, renovações. Sinto-me privilegiada por ter tido a graça de vivenciar tempos passados e os novos tempos com o avanço cada vez mais da tecnologia. Cada tempo tem seu encanto e cada povo vive seu momento. Que bom que há motivos dos quais devo sentir saudades, isso é sem dúvida, maravilhoso, pior seria se não tivesse do que sentir saudades. Minha vida está marcada por acontecimentos incríveis, relembro de cada passagem, daria um livro imenso, uma biografia e tanto. Muitas emoções, alguns fatos tristes, mas as maiorias foram de alegria, satisfação e muitas risadas. Obrigada gente, ficarei por perto, não se esqueçam de mim, se puderem. Tristeza não, sensação de dever cumprido. Não acumulei bens materiais, mas com certeza, me sinto feliz e de bem comigo mesma e com o mundo. O meu abraço a todos!