quinta-feira, 25 de julho de 2013

TANTO TEMPO SEM O MEU PAI AQUI COMIGO!

Pai! Quanta saudade de ti, uma saudade boa que vem com recordações marcantes de sua estadia entre nós, que partiu sem ao menos se despedir e deixou esse vazio imenso em nosso coração. Tristeza não combina contigo, sua alegria era contagiante, nos envolvia e continuará nos envolvendo, permanece entre nós, dando-nos coragem para lutar pela vida, determinação e muita esperança de dias melhores, onde reine a paz e o amor entre os povos nesse mundo cheio de dor. MIGUEL FRANCISCO DOS SANTOS, meu pai, meu melhor amigo, meu ídolo, meu grande amor, meu modelo de pessoa humana, a maior e mais bela demonstração do mais puro amor, uma admiração tão grande que mal cabia em meu pequeno coração. Quero prestar uma simples homenagem a esse homem maravilhoso e de uma sabedoria invejável, que marcou a minha vida para sempre e que me ensinou a cultivar o AMOR em meu coração e a preservar a serenidade e humildade com muita Fé em nosso Pai maior que está no Céu, nosso Deus misericordioso que nos acolhe e nos ama infinitamente. Hoje é aniversário de morte do meu PAI, anos se passaram, mas ele continua presente em meu coração, sinto uma saudade danada, mas permaneço firme, sei que ele de onde estiver estará nos dando forças, sinto isso agora, embora as lágrimas insistam em rolarem pelo meu rosto, expressando essa saudade do tamanho do mundo. Sabem como me chamavam na Bahia? Lena do Sr. Miguel e acontecia o mesmo com os meus irmãos, filhos de Miguel, era bom demais, sentíamos seguros e protegidos. Que saudade de ti MIGUEL! MEU BOM PAI, NOSSO AMIGO DE TODAS AS HORAS, TODOS OS MOMENTOS, UM HOMEM MARCANTE POR ONDE PASSAVA E QUE DEIXOU SAUDADES.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

DESPEDIDA - O início de uma nova era

Algo novo está por vir, uma nova era está surgindo à minha frente. Nesse momento quero reunir forças positivas, encher o meu peito do mais puro ar e ir soltando lentamente, como uma brisa a soprar suavemente numa manhã festiva de setembro, abrir os braços para o mundo, com muito calma nessa hora, deixar fluir de leve, sem pressas, digerir aos poucos, saboreando cada momento, observando tudo que está girando em volta, para não deixar passar despercebido, qualquer detalhe desse momento tão importante para minha vida, onde se fecha portas e abrem-se janelas. Partir é preciso, não posso mais ficar aqui, tenho que aprender mais essa lição, algo novo, encerrar uma etapa da minha vida e ter audácia para iniciar outra, não com a mesma coragem e vigor de quando cheguei aqui um dia, anos se passaram e é impossível permanecer com a mesma disposição da juventude, mas com certeza de que, enquanto há vida, haverá razões para sonhar, ter esperanças e sentir-se de bem com o mundo e certa de que, valerá a pena viver cada instante com a mesma alegria de outrora. Sensação esquisita, jamais experimentada antes, só quem já passou por essa situação poderá compreender o que estou sentido nesse exato momento. O ciclo da vida é o desabrochar de uma primavera cheia de encanto e beleza, onde desperta um mundo mágico, encantado e festivo entre plumas e paetês, acontece o espetáculo da vida, do viver e do amar as pequenas coisas, pequenos gestos, o querer bem e a amizade pura e desinteressada. Viver é mais que existir é poder alegrar-se com as conquistas e derrotas, dar valor a cada espaço construído e conquistado com sabedoria e cautela, valorizando cada momento como se fosse um grande e valiosíssimo tesouro, a coisa mais fantástica do mundo, tão lindo e misterioso, que muitas vezes não compreendemos de imediato, o nascer, envelhecer e o morrer, entramos em conflitos algumas vezes, pinta a insegurança ocasionando a tal depressão, coisa comum hoje em dia, mas que é preciso combater, ir a busca de soluções para as tais situações. Passei os melhores anos da minha vida aqui na USP. Anos de aprendizado e luta, no corre, corre diário, com disposição e muita esperança, se desdobrando em mil para cumprir todas às tarefas de dona de casa e as minhas obrigações de trabalho, com dedicação e responsabilidade. Pensava na aposentadoria como algo num futuro longínquo, tão distante e nunca atinara que os anos passariam tão rápido, que toda a minha juventude ficaria lá atrás num piscar de olhos. Nesse momento é como se a minha frente tivesse uma tela gigante, esporadicamente vão passando os momentos aqui passados. Foram tantos momentos, passei por inúmeras situações, boas e ruins, mas que valeu a pena, cada instante. Isso é viver e eu vivi com categoria cada segundo. Minha chegada aqui na USP se tornou histórica pelo falecimento do Diretor Prof. Eurípides. Meio assustada fui ao velório e lá fui apresentada para algumas pessoas que ali estavam. Recém-chegada da Bahia, tentando se adaptar à cidade grande, com a cabecinha cheia de sonhos e um desejo maluco de construi-los e torna-los realidade. Tempos bons que deixaram saudades, muita coisa mudou. É natural haver mudanças e serão sempre bem-vindas quando se tratam de melhorias, renovações. Sinto-me privilegiada por ter tido a graça de vivenciar tempos passados e os novos tempos com o avanço cada vez mais da tecnologia. Cada tempo tem seu encanto e cada povo vive seu momento. Que bom que há motivos dos quais devo sentir saudades, isso é sem dúvida, maravilhoso, pior seria se não tivesse do que sentir saudades. Minha vida está marcada por acontecimentos incríveis, relembro de cada passagem, daria um livro imenso, uma biografia e tanto. Muitas emoções, alguns fatos tristes, mas as maiorias foram de alegria, satisfação e muitas risadas. Obrigada gente, ficarei por perto, não se esqueçam de mim, se puderem. Tristeza não, sensação de dever cumprido. Não acumulei bens materiais, mas com certeza, me sinto feliz e de bem comigo mesma e com o mundo. O meu abraço a todos!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Homenagem ao meu querido irmão É impossível não chorar nesse momento, meu irmão! Mas ao mesmo tempo, sinto-me feliz, por ter tido o privilégio de acompanha-lo nos momentos mais difíceis de sua vida, ter te ouvido desabar as agruras da vida e saber que tinha muito sentimento e uma bondade invejável. A sua alegria era contagiante, tinha consciência da fragilidade da sua doença, mas sempre soube valorizar a vida, como um prêmio maravilhoso dado por Deus, fazia jus a sua estadia aqui na terra, com atitudes e uma enorme capacidade de amar todos que o cercava. Não foi muito bem compreendido por alguns, mas a grande parte dos que o conheceram, souberam desse seu jeito incrivelmente lindo de ser. Que coisa bonita saber do seu imenso amor pelos nossos pais, pois brigava com qualquer pessoa que fizesse qualquer comentário desfavorável pelo pai e pela mãe. Isso faz com que eu o considere especial, um ser diferenciado, que soube aproveitar cada instante de sua vida, com humanidade, respeito e muita Fé em Deus, devoção a Nossa Senhora Aparecida, a São Cosme de Damião, por ser gêmeo ... herdou .. da minha mãe essa devoção. Carregarei comigo meu irmão, as horas que você abriu seu coração e revelou coisas íntimas, que se sentiu tocado emocionalmente pela falta de sensibilidade de algumas pessoas. Meu amor, hoje você sabe que valeu a pena todo seu sofrimento, nada foi em vão e o merecimento vem das Mãos desse pai misericordioso que nos ama infinitamente. Preciso tocar a minha vida e saber amar, amar, viver como nossos pais nos ensinaram, valorizando as pequenas coisas e transformando-as em grandes, sem ódio e sem rancor, com muita fé e esperanças no coração, de dias ricos de bondade, cumprir a nossa missão que Deus nos encarregou, aguardando o reencontro eterno, onde a alegria e o amor caminharão juntos de mãos dadas. Tinho, não sei se homenageio ou agradeço pelo seu amor, por ter sido o melhor irmão do mundo, por ter deixado a minha vida mais bonita, por ter me ensinado tantas coisas, por gostar de viver, por me fazer tantos elogios sempre, mesmo sem eu os merecer, por enxugar as minhas lágrimas nos momentos tristes e por ficar feliz com simples sorriso meu. Ajuda-me superar, nunca soube lidar muito bem com perdas e eu preciso aprender para continuar vivendo, dói muito, eu sei disso, mas a vida continua e enquanto vida tiver, temos a obrigação de encontrarmos razões para sorrir, amar e sermos felizes, agradecidos pelo dom da vida e pelo amor imenso que o Pai Celestial tem por todos nós. Obrigada Meu Deus por estar comigo nesse momento, dando-me conforto, carinho e amor, pois a morte não é o fim e sim o começo de uma nova vida, muito mais bonita, mais intensa e cheia de brilhos. Que a PAZ e o AMOR de DEUS permaneçam entre nós. Amém

domingo, 3 de junho de 2012

OLHANDO PARA O CÉU EM BUSCA DE RESPOSTA

Quero entrar em sintonia com o meu “eu”, saber o que se passas lá no mais íntimo da minha alma, escutar a voz do meu coração, colocar pra fora todos os sentimentos e assim, tentar compreender melhor os conflitos que há em mim. Sinto que necessito desse espaço, um momento de reflexão, um balanço geral das minhas atitudes, em busca de forças para superar todos os obstáculos, que surgem à minha frente no dia-dia. Eu perdi algo, essa sensação de perda me perturba, preciso recobrar os sentidos para poder ter de volta, o sabor pela vida. Na minha infância e adolescência, carregava comigo uma força oculta, sentia a presença do meu anjo da guarda, que estava ao meu lado em qualquer situação, dando-me forças e transmitindo-me o mais puro amor pelas pessoas e pelo mundo. Tornei-me adulta. Cadê aquela Maria Helena, ou simplesmente Lena, filha do Sr. Miguel, conhecida por muitos, lá na nossa terra, como uma grande família, pessoas amigas ligadas por um imenso laço de amizade e respeito. Pois é, continuo aqui, não mais uma menina, uma mulher adulta, mãe e avó, mas muita coisa mudou de lá pra cá. Anos e anos se passaram, quantas coisas ficaram para trás, mas trago comigo, a certeza de que tudo nessa vida tudo passa, afinal estamos de passagem nesse mundo e vale a pena viver cada segundo como se fosse o último a ser vivido, plantando e cultivando boas sementes por onde passar. Não sou do tipo super mulher, tenho muitos defeitos e fraquezas, acho até, que vivo como um peixe fora d’água, não dá uma dentro e estou sempre sendo enganada pelas pessoas. Passei a minha vida inteira sonhando e acreditando que um dia esses sonhos tornariam realidade. Acreditei tanto e dei asas a minha imaginação, mas o tempo foi se passando e algo me dizia: calma Lena, esse dia chegará. Hoje compreendi que, havia errado em minhas buscas, no meu querer e faltou-me sabedoria para decifrar o significado dos meus sonhos reais, eles revelavam cada passo que eu deveria seguir como e onde encontrar a chave de todos os mistérios que envolvem a minha existência. Onde eu errei? Diga-me meu Deus? Não sou inteligente o suficiente para compreender tamanhos mistérios. Sinto-me confusa, tento fugir, para não admitir a minha fragilidade humana. Vem o medo mais uma vez e acabo cometendo mais e mais erros. Sinto-me perdida numa selva, com medo de ser devorada a qualquer momento por uma fera, não encontro o caminho de volta para casa, sinto frio e as lágrimas escorrem como um rio de lágrimas. Uma sensação de perda total, um caminho sem voltas, final de linha. Vejo o tempo passando velozmente e sinto que já não tenho tanto tempo disponível. No adiantado da hora, imploro por uma luz para me guiar e sair da escuridão. Quem na vida nunca se sentiu assim? Crise existencial, complexo de inferioridade, insegurança, carência ou coisa parecida? Não sou a primeira e não serei a última a sentir-se perdida e sem rumo, cheia de dúvidas e com muito mais medo da vida do que da morte. Pode ser normal, mas nunca devemos fazer desses momentos, um agouro permanente ou uma desculpa para justificar a sua insatisfação por algo que não aconteceu do jeito que você desejava. Isso mesmo, isso vale pra você também Maria Helena, não entre nessa, não seja injusta com Deus e com você mesma. Se as coisas não andam bem, vão melhorar tenha certeza disso, não perca a esperança e pense com firmeza, dias melhores virão e tudo ficará bem novamente. De volta à realidade, a vida e a capacidade de sonhar, pois a vida sem sonhos deixa de ser vida e passa a ser apenas uma existência vazia, sem dor e sem prazer, sem tristezas e nem alegrias.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

MEU TESTEMUNHO


Em 25 de julho de 1991, o meu pai faleceu vítima de um infarto agudo do miocárdio. Ele era o meu ídolo, meu herói, uma das pessoas mais importante da minha vida, admirava-o de uma forma imensa. Sempre tive um tratamento diferenciado por ser a única filha mulher no meio de seis irmãos, paparicada e cheia de cuidados. Ele era um homem especial, marcante, carismático e muito inteligente. Sempre soube a hora certa de falar e de ficar em silêncio, de agir e reagir em qualquer situação apresentada em sua vida. Cresci observando as atitudes desse homem fantástico e apaixonante e a cada dia ficava mais e mais encantada e fascinada, sem contar com as inúmeras demonstrações de amor dedicadas a mim como filha amada.
Em maio de 1991 meu pai foi ao médico, queixava-se de um caroço nas costas que lhe causava desconforto. Ao retornar estava meio chateado, haviam marcado a cirurgia para agosto, ele teria que aguardar três meses para solucionar aquele problema que tanto incomodava.
Lembro-me como hoje. Normalmente ele não era de ficar reclamando dos percalços da vida, encarava tudo de cabeça erguida e positivamente, mas nesse dia foi diferente, questionou pela demora em solucionar o problema que estava lhe afligindo naquele momento. Naquele instante, como um zumbido no ouvido, um sopro de voz, que rapidamente disse-me, ele já estará morto e fedido nessa data. Fiquei perturbada com aquilo e contestei, nem em pensamento aceitava a possibilidade de isso vir acontecer, simplesmente fugir, por não admitir por hipótese alguma. Por incrível que pareça a voz veio acompanhada de um cheiro ruim. Não tive a ousadia e nem coragem de revelar aquele episódio a ninguém, tomei como uma alucinação, algo sem fundamento.
Eu sempre vi a morte como uma inimiga e a odiei profundamente por ter levado o meu pai tão querido. Quando recebi a triste notícia fiquei fora de mim, gritava como uma louca, cair no chão num desespero total. Os meus próprios irmãos não compreenderam a minha reação e assustados taxaram-me como louca, um deles chegou a dizer que havia baixado o santo em mim. Reconheço que fui escandalosa, não estava preparada para passar tamanha dor. Dizem que quando temos um sonho ruim, temos que contar para alguém imediatamente para que não aconteça, mas por puro medo permaneci em silêncio. O sentimento de culpa quis me dominar.
Já com a minha mãe foi bem diferente. Quando tudo aconteceu, fiquei fragilizada e estive o tempo todo ao seu lado, com dedicação, carinho e muito amor. Igual a essa mulher, não existe outra no mundo, era dona de uma enorme doçura, jeitinho angelical pela beleza que faz bem aos olhos e o coração, calor humano, a bondade exalava por cada poro de sua pele. Isso não é um depoimento de uma filha, mas conhecidamente a opinião sincera de todas as pessoas que tiveram o privilégio de conhecê-la, como pessoa. Vivi um momento único, uma experiência jamais vivida antes, presenciei o momento de sua partida, entrei em sintonia com Deus e a entreguei nos braços de Nossa Senhora Aparecida, como intercessora junto ao Pai. Enquanto as lágrimas escorriam, implorava a Deus que a acolhesse em seus braços. Sofri muito, senti tal qual a perda do meu querido pai, mas não com desespero, vi a morte como uma passagem necessária, o começo e o fim de um novo ciclo de uma nova vida. Ali eu percebi que havia crescido interiormente e foi maravilhoso perceber essa mudança visivelmente.
Esse é o meu testemunho, algo que gostaria de compartilhar com o mundo, dois momentos especiais da minha vida, vividos de formas diferentes.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

UMA HOMENAGEM A UMA LINDA MULHER, SUPER ENCANTADORA, INCRÍVEL E CARISMÁTICA- Mãe da nossa amiga e colega Idalina


Mãe querida, nós te amamos!

Seus filhos, netos, bisnetos e demais parentes e amigos, estamos aqui reunidos para saudá-la!
Mãe, tu foste para ares mais livres e climas mais doces, onde não é difícil ver que as dádivas que deste enquanto viveu, foram guardadas para ti.
A saudade é tanta que chega a apertar o coração, mas o que nos conforta é saber que a morte não é o fim e sim o despertar para uma nova vida onde não há dor, só a paz do Senhor, nosso Deus.
Tu foste uma grande mulher, com tantas qualidades que se torna difícil enumerá-las;
A melhor mãe do mundo, a avó que todos gostariam de ter, sempre com lindo sorriso no rosto e os braços abertos para abraçar a todos e envolvê-los de carinho e amor;
A mais bela flor do nosso jardim, aquela que sempre nos encantou com sua beleza infinita,
cheia de brilhos que irradiava por todos os lugares onde passava;
Linda mulher, cheia de coragem, lutadora e vencedora nos jogos da vida. Soubeste driblar
os obstáculos para chegar sempre ao rumo desejado;
Mãe, tu és a vida, a nossa vida, jamais deixaremos acabar esse amor tão grande que cultivaste em nossos corações, por ti seguiremos firmes na esperança de um reencontro futuro cheio de alegria;
Mãe! Choramos nesse momento, porque somos humanos e não sabemos como nos comportarmos de outra forma, mas saiba que cada gota de lágrima que cai são demonstrações do imenso amor que transborda em nosso coração.
De mãos dadas, como uma imensa corrente do bem, cantaremos essa oração:
Cantemos juntos, com todo o amor que há em cada coração por ti, Mãe querida!
Segura na mão de Deus, segura na mão de Deus e vai...