Eu em contato com o mundo, neste cantinho, quero deixar meu sorriso, meu olhar, minhas interrogações, os murmúrios de meu pensamento, meu horizonte e o infinito de minha alma...
quinta-feira, 25 de julho de 2013
TANTO TEMPO SEM O MEU PAI AQUI COMIGO!
sexta-feira, 19 de abril de 2013
DESPEDIDA - O início de uma nova era
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
domingo, 3 de junho de 2012
OLHANDO PARA O CÉU EM BUSCA DE RESPOSTA
Quero entrar em sintonia com o meu “eu”, saber o que se passas lá no mais íntimo da minha alma, escutar a voz do meu coração, colocar pra fora todos os sentimentos e assim, tentar compreender melhor os conflitos que há em mim.
Sinto que necessito desse espaço, um momento de reflexão, um balanço geral das minhas atitudes, em busca de forças para superar todos os obstáculos, que surgem à minha frente no dia-dia.
Eu perdi algo, essa sensação de perda me perturba, preciso recobrar os sentidos para poder ter de volta, o sabor pela vida.
Na minha infância e adolescência, carregava comigo uma força oculta, sentia a presença do meu anjo da guarda, que estava ao meu lado em qualquer situação, dando-me forças e transmitindo-me o mais puro amor pelas pessoas e pelo mundo.
Tornei-me adulta. Cadê aquela Maria Helena, ou simplesmente Lena, filha do Sr. Miguel, conhecida por muitos, lá na nossa terra, como uma grande família, pessoas amigas ligadas por um imenso laço de amizade e respeito. Pois é, continuo aqui, não mais uma menina, uma mulher adulta, mãe e avó, mas muita coisa mudou de lá pra cá.
Anos e anos se passaram, quantas coisas ficaram para trás, mas trago comigo, a certeza de que tudo nessa vida tudo passa, afinal estamos de passagem nesse mundo e vale a pena viver cada segundo como se fosse o último a ser vivido, plantando e cultivando boas sementes por onde passar.
Não sou do tipo super mulher, tenho muitos defeitos e fraquezas, acho até, que vivo como um peixe fora d’água, não dá uma dentro e estou sempre sendo enganada pelas pessoas.
Passei a minha vida inteira sonhando e acreditando que um dia esses sonhos tornariam realidade. Acreditei tanto e dei asas a minha imaginação, mas o tempo foi se passando e algo me dizia: calma Lena, esse dia chegará.
Hoje compreendi que, havia errado em minhas buscas, no meu querer e faltou-me sabedoria para decifrar o significado dos meus sonhos reais, eles revelavam cada passo que eu deveria seguir como e onde encontrar a chave de todos os mistérios que envolvem a minha existência.
Onde eu errei? Diga-me meu Deus? Não sou inteligente o suficiente para compreender tamanhos mistérios. Sinto-me confusa, tento fugir, para não admitir a minha fragilidade humana. Vem o medo mais uma vez e acabo cometendo mais e mais erros.
Sinto-me perdida numa selva, com medo de ser devorada a qualquer momento por uma fera, não encontro o caminho de volta para casa, sinto frio e as lágrimas escorrem como um rio de lágrimas. Uma sensação de perda total, um caminho sem voltas, final de linha. Vejo o tempo passando velozmente e sinto que já não tenho tanto tempo disponível. No adiantado da hora, imploro por uma luz para me guiar e sair da escuridão.
Quem na vida nunca se sentiu assim? Crise existencial, complexo de inferioridade, insegurança, carência ou coisa parecida? Não sou a primeira e não serei a última a sentir-se perdida e sem rumo, cheia de dúvidas e com muito mais medo da vida do que da morte. Pode ser normal, mas nunca devemos fazer desses momentos, um agouro permanente ou uma desculpa para justificar a sua insatisfação por algo que não aconteceu do jeito que você desejava. Isso mesmo, isso vale pra você também Maria Helena, não entre nessa, não seja injusta com Deus e com você mesma.
Se as coisas não andam bem, vão melhorar tenha certeza disso, não perca a esperança e pense com firmeza, dias melhores virão e tudo ficará bem novamente.
De volta à realidade, a vida e a capacidade de sonhar, pois a vida sem sonhos deixa de ser vida e passa a ser apenas uma existência vazia, sem dor e sem prazer, sem tristezas e nem alegrias.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
MEU TESTEMUNHO
Em 25 de julho de 1991, o meu pai faleceu vítima de um infarto agudo do miocárdio. Ele era o meu ídolo, meu herói, uma das pessoas mais importante da minha vida, admirava-o de uma forma imensa. Sempre tive um tratamento diferenciado por ser a única filha mulher no meio de seis irmãos, paparicada e cheia de cuidados. Ele era um homem especial, marcante, carismático e muito inteligente. Sempre soube a hora certa de falar e de ficar em silêncio, de agir e reagir em qualquer situação apresentada em sua vida. Cresci observando as atitudes desse homem fantástico e apaixonante e a cada dia ficava mais e mais encantada e fascinada, sem contar com as inúmeras demonstrações de amor dedicadas a mim como filha amada.
Em maio de 1991 meu pai foi ao médico, queixava-se de um caroço nas costas que lhe causava desconforto. Ao retornar estava meio chateado, haviam marcado a cirurgia para agosto, ele teria que aguardar três meses para solucionar aquele problema que tanto incomodava.
Lembro-me como hoje. Normalmente ele não era de ficar reclamando dos percalços da vida, encarava tudo de cabeça erguida e positivamente, mas nesse dia foi diferente, questionou pela demora em solucionar o problema que estava lhe afligindo naquele momento. Naquele instante, como um zumbido no ouvido, um sopro de voz, que rapidamente disse-me, ele já estará morto e fedido nessa data. Fiquei perturbada com aquilo e contestei, nem em pensamento aceitava a possibilidade de isso vir acontecer, simplesmente fugir, por não admitir por hipótese alguma. Por incrível que pareça a voz veio acompanhada de um cheiro ruim. Não tive a ousadia e nem coragem de revelar aquele episódio a ninguém, tomei como uma alucinação, algo sem fundamento.
Eu sempre vi a morte como uma inimiga e a odiei profundamente por ter levado o meu pai tão querido. Quando recebi a triste notícia fiquei fora de mim, gritava como uma louca, cair no chão num desespero total. Os meus próprios irmãos não compreenderam a minha reação e assustados taxaram-me como louca, um deles chegou a dizer que havia baixado o santo em mim. Reconheço que fui escandalosa, não estava preparada para passar tamanha dor. Dizem que quando temos um sonho ruim, temos que contar para alguém imediatamente para que não aconteça, mas por puro medo permaneci em silêncio. O sentimento de culpa quis me dominar.
Já com a minha mãe foi bem diferente. Quando tudo aconteceu, fiquei fragilizada e estive o tempo todo ao seu lado, com dedicação, carinho e muito amor. Igual a essa mulher, não existe outra no mundo, era dona de uma enorme doçura, jeitinho angelical pela beleza que faz bem aos olhos e o coração, calor humano, a bondade exalava por cada poro de sua pele. Isso não é um depoimento de uma filha, mas conhecidamente a opinião sincera de todas as pessoas que tiveram o privilégio de conhecê-la, como pessoa. Vivi um momento único, uma experiência jamais vivida antes, presenciei o momento de sua partida, entrei em sintonia com Deus e a entreguei nos braços de Nossa Senhora Aparecida, como intercessora junto ao Pai. Enquanto as lágrimas escorriam, implorava a Deus que a acolhesse em seus braços. Sofri muito, senti tal qual a perda do meu querido pai, mas não com desespero, vi a morte como uma passagem necessária, o começo e o fim de um novo ciclo de uma nova vida. Ali eu percebi que havia crescido interiormente e foi maravilhoso perceber essa mudança visivelmente.
Esse é o meu testemunho, algo que gostaria de compartilhar com o mundo, dois momentos especiais da minha vida, vividos de formas diferentes.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
UMA HOMENAGEM A UMA LINDA MULHER, SUPER ENCANTADORA, INCRÍVEL E CARISMÁTICA- Mãe da nossa amiga e colega Idalina
Mãe querida, nós te amamos!
Seus filhos, netos, bisnetos e demais parentes e amigos, estamos aqui reunidos para saudá-la!
Mãe, tu foste para ares mais livres e climas mais doces, onde não é difícil ver que as dádivas que deste enquanto viveu, foram guardadas para ti.
A saudade é tanta que chega a apertar o coração, mas o que nos conforta é saber que a morte não é o fim e sim o despertar para uma nova vida onde não há dor, só a paz do Senhor, nosso Deus.
Tu foste uma grande mulher, com tantas qualidades que se torna difícil enumerá-las;
A melhor mãe do mundo, a avó que todos gostariam de ter, sempre com lindo sorriso no rosto e os braços abertos para abraçar a todos e envolvê-los de carinho e amor;
A mais bela flor do nosso jardim, aquela que sempre nos encantou com sua beleza infinita,
cheia de brilhos que irradiava por todos os lugares onde passava;
Linda mulher, cheia de coragem, lutadora e vencedora nos jogos da vida. Soubeste driblar
os obstáculos para chegar sempre ao rumo desejado;
Mãe, tu és a vida, a nossa vida, jamais deixaremos acabar esse amor tão grande que cultivaste em nossos corações, por ti seguiremos firmes na esperança de um reencontro futuro cheio de alegria;
Mãe! Choramos nesse momento, porque somos humanos e não sabemos como nos comportarmos de outra forma, mas saiba que cada gota de lágrima que cai são demonstrações do imenso amor que transborda em nosso coração.
De mãos dadas, como uma imensa corrente do bem, cantaremos essa oração:
Cantemos juntos, com todo o amor que há em cada coração por ti, Mãe querida!
Segura na mão de Deus, segura na mão de Deus e vai...
Assinar:
Comentários (Atom)